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Dez 14 2016

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Azeitão Inclusivo nº8 – EMPREENDEDORISMO E INCLUSÃO: O DESAFIO!

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Divulgamos aqui o número 8 da rubrica “AZEITÃO INCLUSIVO” , publicado na edição impressa do Jornal de Azeitão de Dezembro de 2016, com o título “EMPREENDEDORISMO E INCLUSÃO: O DESAFIO!”  agradecendo à nossa convidada, Dra. Sandra Pinto, Técnica Superior  na área do Empreendedorismo, no Instituto Politécnico de Setúbal.  , o “tempo inclusivo” que nos dispensou….vamos então conhecer o desafio que é juntar as palavras e os conceitos “EMPREENDEDORISMO E INCLUSÃO”? Aqui fica a entrevista, na íntegra:

 

“EMPREENDEDORISMO E INCLUSÃO: O DESAFIO!

A Imagem ilustra a publicação do nº8 da rubrica "Azeitão Inclusivo", na edição impressa do Jornal de Azeitão de Dezembro de 2016.com título "EMPREENDEDORISMO E INCLUSÃO: O DESAFIO!"

A Imagem ilustra a publicação do nº8 da rubrica “Azeitão Inclusivo”, na edição impressa do Jornal de Azeitão de Dezembro de 2016 ,com título “EMPREENDEDORISMO E INCLUSÃO: O DESAFIO!”

O jornal de Azeitão, continuando a missão inclusiva de sensibilização para as questões da deficiência, tem o prazer de partilhar com todos os seus leitores o número 8 da rubrica “AZEITÃO INCLUSIVO”. Nesta edição, temos como convidada a Dra. Sandra Pinto de 46 anos, residente em Pinhal Novo e Técnica Superior, na área do Empreendedorismo, no Instituto Politécnico de Setúbal.

Ao longo de toda esta conversa informal, ficou bem patente que o empreendedorismo e a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade, têm uma forte ligação, na medida em que, o empreendedorismo pode constituir-se como um grande “caminho inclusivo”, para todas as pessoas com deficiência e incapacidade permanente. Contudo e paralelamente, a ligação destes dois conceitos – deficiência e empreendedorismo – representa em si mesmo, um grande desafio.

Questionada sobre o significado da palavra inclusão, quando aplicada às pessoas com deficiência,

Na imagem, podemos ver a nossa convidada Sandra Pinto, uma mulher branca, com cabelo castanho, olhos pretos, vestindo uma camisola verde e usando um colar ao pescoço.

Na imagem, podemos ver a nossa convidada Sandra Pinto, uma mulher branca, com cabelo castanho, olhos pretos, vestindo uma camisola verde e usando um colar ao pescoço.

Sandra refere:” A palavra INCLUSÃO é das palavras mais difíceis de definir, não em termos de conceito, pois incluir é em si mesmo tornar parte de algo, mas em termos da forma como o devemos fazer, dentro das atividades diárias de uma sociedade (…) a pessoa com deficiência tem que ser entendida pelos outros, com base nas suas qualidades e capacidades e não, com base apenas nas suas deficiências”. Tal como também nos diz Sandra:” O principal problema das pessoas que não têm deficiência é avaliarem as pessoas com deficiência, apenas pelas suas características físicas”

Esta alteração de mentalidades, é um processo longo e demorado, deve começar na educação de base, onde pais, alunos e professores, devem ser cada vez mais sensibilizados, para estas questões, segundo a lógica referida anteriormente. As pessoas com deficiência, tal como temos vindo a frisar nesta rubrica, têm uma grande parte da responsabilidade. Segundo Sandra e com base na sua experiência, “o que tenho encontrado, da parte de crianças e jovens com deficiência, é uma certa dificuldade em se dar a conhecer aos outros”.

Terminado o seu percurso escolar, uma das principais dificuldades das pessoas com deficiência é sem dúvida a inserção profissional, segundo Sandra, uma das chaves do sucesso “ é a qualificação e além disso, a correta seleção de funções a que a pessoa com deficiência, se candidata”.

Posto isto, o empreendedorismo é sem dúvida “ um caminho de inclusão”, pois, a criação do próprio posto de trabalho permite às famílias de pessoas com deficiência “serem donas do seu tempo”, permitindo assim, prestar-lhes todo o apoio que as mesmas precisam e merecem, sem comprometer a sua estabilidade económica. Já para as pessoas com deficiência, o empreendedorismo permite a realização pessoal, profissional e económica, sem os tradicionais obstáculos que o preconceito (dentro e fora da deficiência),lhes coloca.

Contudo, para que as famílias e as pessoas com deficiência entendam e beneficiem do empreendedorismo enquanto “conceito inclusivo”, é necessário, segundo Sandra” que sejam criadas respostas sociais que, promovam uma discriminação positiva, na área do empreendedorismo” e que por outro lado, as famílias sigam a lógica de “….conseguiste 4, boa! Vê lá se consegues o 5 da próxima vez!” Tal como Sandra fazia com a sua filha, quanto esta estava em idade escolar.”

Pedro Dias

azeitaoinclusivo( @ sign)pedrocvdias.pt  “

Juntos somos mais, pela inclusão da pessoa com deficiência!!!

Conheça, em pormenor, todos os números, já publicados, na rubrica “AZEITÃO INCLUSIVO” .

Marca “Pedro Dias – Uma Vida,Um Projecto!”

14 de Dezembro de 2016

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