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Set 12 2016

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Azeitão Inclusivo nº 5 – UMA REDE DE PAIS PELA INCLUSÃO

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Divulgamos aqui o número 5 da rubrica “AZEITÃO INCLUSIVO” , publicado na edição impressa do Jornal de Azeitão de Setembro de 2016, com o título” UMA REDE DE PAIS PELA INCLUSÃO” agradecendo às nossas convidadas, a Coordenação do Núcleo da Margem Sul, da Associação PAIS EM REDE (P-e-R) , o “tempo inclusivo” que nos dispensaram….vamos então fazer parte  desta” REDE DE PAIS PELA INCLUSÃO”? Aqui fica a entrevista, na íntegra:

“UMA REDE DE PAIS PELA INCLUSÃO

A imagem ilustra a publicação do artigo, no jornal de Azeitão de Setembro de 2016, com o título" UMA REDE DE PAIS PELA INCLUSÃO"

A imagem ilustra a publicação do artigo, no jornal de Azeitão de Setembro de 2016, com o título” UMA REDE DE PAIS PELA INCLUSÃO”

O Jornal de Azeitão tem o prazer de partilhar com todos os seus leitores, o número 5 da rubrica “AZEITÃO INCLUSIVO”. Nesta edição, recebemos com agrado, a Coordenação do Núcleo da Margem Sul, da Associação PAIS EM REDE (P-e-R). Temos na nossa companhia Paula Garcia (Esteticista), Ana Martins (Psicóloga), Augusta Jerónimo (Professora de Música), Cristina Oliveira (Técnica Superior de Educação Especial) e Gracinda Vilaça (Professora de Educação Especial).

A imagem ilustra as nossas convidadas Da esquerda para a direita : (Sentadas): Ana Martins, Augusta Jerónimo e Cristina Oliveira . (Em pé): Gracinda Vilaça e Paula Garcia.

A imagem ilustra as nossas convidadas.

A PeR existe, a nível nacional desde Novembro de 2008 e tem, entre outros, o objetivo de criar uma rede de pais por todo o país, apoiada por familiares, técnicos e voluntários, que zelam pela inclusão da pessoa com deficiência. Saiba mais em : http://www.paisemrede.pt .

Quando questionadas sobre a forma como surgiu o núcleo da margem sul e as necessidades que vem colmatar, Paula Garcia (Coordenadora do núcleo) refere que: “Após a realização do 1º GAE (Grupo de Apoio Emocional) em Almada entre Maio e Agosto de 2014, alguns elementos do grupo sentiram a necessidade de dar continuidade a estas reuniões e em conjunto tentarmos encontrar soluções para podermos dar aos nossos filhos um futuro mais equilibrado e adaptado às necessidades de cada um (…). Contatámos o Centro de Desenvolvimento da Criança Torrado da Silva (Hospital Garcia de Orta) que prontamente se disponibilizou a colaborar connosco, cedendo as instalações para a Sede do Núcleo“, que existe formalmente desde 18 de Abril de 2014, tendo até ao momento, promovido acima de tudo, ações de sensibilização e apoio aos pais.

O primeiro “momento marcante” do processo inclusivo é aquele em que a pessoa com deficiência e / ou a sua família recebe a notícia! Segundo Cristina Oliveira (mãe de um menino com um atraso global de desenvolvimento): “Foi muito difícil, um balde de água fria (…) perceber que o meu filho não era uma criança igual às outras…, fiz uma grande caminhada (…). Sendo eu técnica, trabalhando com os outros pais, dando-lhes esperança, quando me vi na mesma situação, foi muito difícil (…) diria que o facto de eu ser também técnica, ajudou 50%, no meu processo de aceitação”.

Ao lado dos pais, durante todo este percurso inclusivo, estão os técnicos, que tal como afirma Gracinda Vilaça: “são parceiros, neste projeto inclusivo”, lidando de perto com os “medos e tabus”. Como afirmam Ana Martins e Cristina Oliveira: “o maior tabu é a sexualidade. O aceitar do que estes miúdos podem ter”. Existe sempre, nas famílias um grande sentimento de “superproteção”. Paula Garcia (mãe de um menino com Síndrome de Angelman), refere: “Nós mães temos um grande defeito, querendo tanto ajudar, não lhes damos tempo para fazerem sozinhos”.

Na alteração de mentalidades, na sociedade civil, tal como afirma Ana Martins: “o papel da família é fulcral. É necessário que as famílias saibam que o é, para que isso aconteça. Mas devem ter a seu lado, técnicos que as ajudem a acreditar naquela pessoa (familiar com deficiência) e neles próprios… . Não é fácil encontrar técnicos que o façam e confiram à família o seu real papel ativo”. Segundo as nossas convidadas, a sociedade civil ainda vê a deficiência como uma “coisa muito bonita, mas, é longe da minha porta”.

Pedro Dias

azeitaoinclusivo( @ sign)pedrocvdias.pt

Juntos somos mais pela inclusão da pessoa com deficiência!!

Conheça, em pormenor, todos os números, já publicados, na rubrica “AZEITÃO INCLUSIVO” .

Marca “Pedro Dias – Uma Vida,Um Projecto!”

12 de Setembro de 2016

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